Copa Libertadores 1981

Série Libertadores 1981, fase de grupos: “Flamengo x Cerro Porteño”

Num grupo formado por dois brasileiros (Flamengo e Atlético MG) e por dois paraguaios (Cerro Porteño e Olímpia), no dia 14 de julho de 1981, o escrete rubro-negro, voltaria a campo, desta vez em casa, no estádio do Maracanã, contra o Cerro Porteño, em mais uma batalha épica na Copa Libertadores da América.

baroninho.fw.pngPara contar a história deste jogo e também do Flamengo nesta Libertadores, é preciso falar de um jogador, quase desconhecido pela maioria dos torcedores rubro-negros: Baroninho. Edílson Guimarães Baroni, foi um importante ponta esquerda, de habilidade ímpar e de um raro faro de gol, que junto com Zico, Júnior e Nunes, criavam as maiores chances de gol do time do Flamengo.

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Contratado junto ao Palmeiras, depois de um jogo onde o time alvi verde goleara o Flamengo por 4×1, foi peça chave e muito importante nas vitórias rubro negras daquele certame.

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1 – Cantarele
2 – Leandro
3 – Rondinelli
4 – Marinho
5 – Júnior
6 – Andrade
7 – Chiquinho
8 – Adílio
9 – Nunes
10 – Zico
11 – Baroninho
12 – Tita
13 – Carlos Alberto
14 – Mozer
15 – Vítor
16 – Peu
17 – Figueiredo
19 – Nei Dias
20 – Raul
22 – Lico
23 – Fumanchu
25 – Anselmo
27 – Carpegiani
28 – Dino Sani

1º.fwApesar do clima de guerra que esta libertadores ainda tomaria, o jogo contra o Cerro Porteño foi relativamente fácil. Por volta dos 20′ do primeiro tempo, Zico abre o placar com belíssimo gol de falta. A bola como de praxe subindo por sobre a barreira, tomando rumo em direção as alturas dos céus e como se anjos a soprasse de volta, a bola repentinamente cai sem nenhuma chance de defesa do goleiro. Flamengo 1×0 Cerro Porteño.

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O time do Flamengo envolvia completamente o time do Cerro Porteño, com triangulações, passes e dribles que os deixavam verdadeiramente desnorteados. E não demorou muito para que, em uma dessas jogadas, Adílio infiltrasse na área e sofresse penalte.

Zico cobrou com extrema categoria e colocou rasteiro, do lado esquerdo do goleiro Fernandez, que nem saiu na foto.

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Flamengo 2×0 Cerro Porteño.

2º.fwCom tranquilidade, o elenco rubro-negro volta para o segundo tempo, ainda mais envolvente que no primeiro. E em falta na entrada da área, Baroninho cobra rasteiro e faz, Flamengo 3×0 Cerro.

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A essa altura, o time do Cerro Porteño, que veio com a tática de se fechar para tentar conseguir arrancar o melhor resultado possível, já não tinha mais esperanças de vitória. A única forma de não serem goleados era sair para o jogo e tentar equilibrar a partida (ledo engano). Então em um dos raros escanteios cedidos pela equipe rubro-negra, Cantarelle falha na saída do gol e o Cerro faz o primeiro gol com Pablo Junior Gimenez.

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Mas o Flamengo não se abateu e continuou o seu jogo envolvente. E em uma das muitas jogadas realizadas pelo lado de campo rubro-negro, com Baroninho, Fla faz o 4º. Desta vez Baroninho trabalha com Lenadro, recebe de volta e acerta belo cruzamento direto na cabeça de Nunes.

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E o esquadrão rubro-negro não parava. Agora pelo lado esquerdo, Júnior, Zico e Baroninho. Júnior limpa a jogada e entrega para Nunes marcar o segundo dele e o 5º do Flamengo. Foram exatos 5 toques na bola, da intermediária de ataque até a conclusão de Nunes. Só júnior deu dois toques na bola. O Flamengo era mágico, fantástico.

Em cima da hora, quase ao apagar das luzes, o Cerro Porteño encontrou seu segundo gol. Um levantamento jogado na grande área rubro-negra, Pablo Gimenez, escorou de cabeça, para o chute de Dos Santos.

Final Flamengo 5×2 Cerro Porteño.

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Copa Libertadores 1981

Série Libertadores 1981: “A Fase de Grupos”

A partir de hoje, nosso blog tentará recontar a história da Copa Libertadores da América de 1981. O objetivo é apresentar aos torcedores mais novos, como foi o clima, o entorno, as batalhas e os bastidores da segunda maior conquista rubro negra de todos os tempos.

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No dia 03 de julho de 1981, no Mineirão em Belo Horizonte, o Flamengo enfrentaria sua primeira de tantas batalhas épicas que essa Libertadores lhe proporcionaria. O jogo seria contra o Atlético Mineiro. Esse duelo, estava com sua rivalidade em ascensão, já devido aos jogos do Campeonato Brasileiro de 1980 (mas isso é história para uma outra série), e os times eram seguramente os dois melhores times do Brasil.

O time entrou com: Cantarele, Leandro, Marinho, Mozer, Júnior, Vitor, Andrade, Zico, Tita, Nunes e Baroninho.

Logo no início, o time do Atlético Mineiro assusta o goleiro Cantarele, numa bola cabeceada por Reinaldo. O arqueiro rubro-negro, espalma e Mozer afasta.

Aos 29 minutos do primeiro tempo, em falta na intermediária rubro-negra, Eder acerta um tirambaço, marcando o primeiro gol atleticano.

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Com o placar adverso, o Flamengo se viu obrigado a lançar-se totalmente ao ataque. Em linda jogada, o camisa número 15 – Vitor, dribla 4 jogadores atleticanos, mas conclui mal.

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Flamengo atormentava a vida do Atlético MG, com vários lances perigosos. Foram momentos de muita pressão. Mas os times foram para o intervalo com o placar inalterado.

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Logo no início do segundo tempo, Toninho Cerezo, puxando um rápido contra-ataque, sofre nova falta na intermediária do Flamengo. Mais uma chance para Éder exercitar sua já conhecida excelente pontaria contra o arqueiro rubro-negro.

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Com a falha de Cantarele, Eder faz o segundo dele no jogo e incendeia o Mineirão. Atlético Mineiro 2 x 0 Flamengo.

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Enquanto o Flamengo tentava diminuir o prejuízo, a torcida atleticana, gritava e cantava a plenos pulmões, certa da grande vitória que o time construíra até ali.

Mas após lançamento magistral de Zico pelo meio da zaga atleticana, Nunes domina e avança, para chutar por sobre o ombro direito do goleiro atleticano e fazer o primeiro gol do Flamengo. Atlético 2×1 Flamengo. Esse gol calou o Mineirão e deixou a torcida atleticana receosa com o desfecho do certame.

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2x1.fw

O time do Atlético era valente e tentou a todo custo encurralar os rubro-negros, para manter a vantagem no placar.

Mas o Flamengo além de muita raça, tinha também muito talento e quase no apagar das luzes, chegou ao gol de empate.

Num escanteio, o zagueiro Marinho subiu a grande área atleticana e testou para o fundo da rede, empatando o jogo.

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final

Com esse gol, o Flamengo faz o placar final em MG. Com o resultado mais justo pelo que as duas equipes apresentaram durante todo o jogo, Atlético e Flamengo se mantiveram fortes, pela disputa da Taça Libertadores da América de 1981.

Gostou? Então curta e não perca os demais posts narrativos sobre todos os jogos do Flamengo na inesquecível Libertadores da América de 1981.

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