A Diretoria, Copa do Brasil

O Flamengo foi usurpado

EduardofelizO Flamengo foi usurpado do seu torcedor. O clube pertence a meia dúzia de executivos, que trocam dívidas públicas por dívidas privadas, na tentativa de sanear e devolver a saúde financeira ao maior clube do Brasil.

A intenção é muito boa, o trabalho pode até estar sendo bem feito, mas eles não estão conseguindo dosar e equilibrar os feitos das finanças com os feitos do futebol.

É bem verdade que o sossego que essa gestão encontra para deixar o futebol na situação que está, passa por outros setores do clube como um todo.

Hoje não há oposição séria no Flamengo. Quando escrevo séria quero dizer que exerça pressão suficiente para que a gestão se sinta pressionada. E como essa gestão não sente a pressão, ela não há repassa para seus executivos, que não repassa a comissão técnica, que não repassa ao elenco, ficando assim, toda a gestão blindada.

Rodrigo Caetano, logo após a eliminação do Carioca, veio a público dizer, que o Flamengo não sofrerá intervenções de fora para dentro. O que isso quer dizer? Quer dizer que o torcedor não tem voz ativa nessa gestão. Pouco importa o que pensam, tem que aceitar o time do jeito que eles colocarem e pronto.

Quase no mesmo dia, um dos diretores do Grêmio, após o time sofrer a queda na libertadores, deu entrevista dizendo que o que o clube precisava era ouvir mais seus torcedores. O diretor de futebol, se sentiu tão responsável, que pediu para sair, mesmo tendo resultados muito mais expressivos que o executivo de futebol do Flamengo. Foi homem. Se importou com a Instituição.

Já Rodrigo Caetano, “mama” nas tetas dos sócios torcedores e adormece sob a sombra de um presidente, que neste momento faz as malas para seguir com a seleção da CBF, para um torneio festivo em terras do Tio Sam.

Rodrigo Caetano mostrando o que vai colocar na torcida

Terceira eliminação de um torneio em 5 meses. Primeira eliminação da história do Flamengo na Copa do Brasil antes das oitavas de final.

Hoje o time não tem um comandante, o clube, ficará sem seu presidente. Não se enganem. Não há pensamento de reavaliação do trabalho. Não vão fazer absolutamente nada. Basta um empate contra o Grêmio neste final de semana, para se vangloriarem de um trabalho bem feito.

Infelizmente esse é o Flamengo que sobrou para a torcida hoje.

Essa gestão usurpou o clube e está reescrevendo com sangue, a história do maior clube de futebol do mundo.

SRN.

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Não dá mais…

Não dá para entender o que se passa na cabeça de Muricy. Ficou 10 dias treinando e viu alguma coisa no time, que só ele enxergou.

O 4-3-3 não funciona para o Flamengo. Não tem jogadores que conseguem ir ao ataque e voltar para recompor com a mesma velocidade que o adversário leva para se defender e contra-atacar.

Por conta dos pontas “pregados”, fixos, ficamos sempre com 3 jogadores no meio de campo.

Quando atacamos, temos dois, Arão e Mancuello, porque Cuellar fica responsável por marcar, fechar o meio, pegar a segunda bola, cobrir os laterais e os avanços dos zagueiros. Também é de Cuellar a responsabilidade por fazer a ligação defesa meio de campo. Só isso.

Arão e Mancuello, se perdem no mar de jogadores defensivos, fechando o meio de campo. Ai aumenta o número de passes errados e de jogadas desperdiçadas. Porque? Porque os pontas pregados, fixos, são facilmente dominados pelo adversário, se movimentam pouco.

As tentativas dos dois meio campistas rubro-negros, são sempre o passe em profundidade ou o drible, tarefas muito mais complexas do que os passes triangulares, com aproximação de todos os jogadores.

Não existe as tabelas ofensivas, justamente pela facilidade de marcação dos pontas.

Na cabeça de Muricy, o primeiro gol do Fortaleza, foi falta de sorte e o time precisava insistir pelas pontas. Mas ele está nitidamente perdido. Não sabe mais o que está fazendo.

Quanto a Wallace e Paulo Victor, são dois jogadores que não conseguem evoluir no time. A cada jogo ficam piores, expõem suas dificuldades e imperfeições. Não seria nada mal poupá-los do vexame que apresentam jogo após jogo.

O time virou um bando. Cada um por si e Deus por todos.

Mas neste momento, Deus tem problemas maiores para se preocupar e o Flamengo vai cada dia mais, de mal a pior.

Que as contratações venham o mais rápido possível. Que Muricy deixe de ser turrão e abandone o 4-3-3 que está enterrando ele e o time.

Que os jogadores voltem a representar sua imensa nação e os deixem pelo menos sonhar com a permanência na série A.

Há, o placar do jogo? Fortaleza 2 x 1 Flamengo.

SRN.

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Flamengo 3 x 0 Confiança

Engraçado como os deuses do futebol brincam com os torcedores aqui em baixo.

Confiança tem sido quase que a palavra de ordem para os flamenguistas.

Guerrero precisa pegar confiança para voltar a marcar. O time precisa de confiança para se reencontrar com o bom futebol…

Confiança

Entre os aficionados fãs, a Confiança estava abalada. Muitos não acreditavam 100% que o Flamengo pudesse passar pelo time de Sergipe. Isso, mesmo com o retrospecto de nunca antes na história desse certame, o Flamengo ter caído na primeira fase e só em três ocasiões ter saído nas oitavas, faltava confiança

A Copa do Brasil, talvez seja o campeonato que o Flamengo mais saiba jogar, afinal, foram 6 finais e 3 títulos conquistados. Mas ainda assim, grande parte da torcida estava sem confiança.

O jogo começou e o Flamengo fez o que se espera de um time de sua grandeza. Encurralou o fraco time de Aracajú. Chegou a ter 80% de posse de bola. Jogou o tempo todo em cima, fazendo quase que um treino de campo reduzido.

Do outro lado, o Confiança, colocava um ônibus na frente do gol e com 11 jogadores atrás da linha da bola, ia segurando o time rubro-negro.

Mas se defender também cansa e aos 30 minutos do primeiro tempo, já tinha jogador do Confiança com câimbras.

A essa altura o Flamengo já tinha tido um gol anulado e uns 589 impedimentos. Daqueles que por um segundo, ou por um milímetro, não resultaria em jogadas de gols. O que mostra que o time do ninho, está se entrosando e será questão de tempo, para que essas bolas cheguem no tempo certo.

Cirino se movimentou muito. Antes do jogo, muitos explicavam o seu crescimento (4 gols em 4 jogos), à mudança de esquema tático, pois assim Marcelo jogava mais próximo do gol.

Entretanto, ontem Muricy repetiu o esquema 4-3-3, para furar o forte bloqueio que o time sergipano iria oferecer e voltou com Cirino para a ponta.

Mas a fase é boa, e o atacante está cheio de confiança. E foi dele, as melhores oportunidades de gols rubro-negros.

Fernandinho jogava na esquerda e completava com Guerrero o ataque do Flamengo. Visivelmente sem ritmo de jogo e ainda desconhecendo as preferências e posicionamento de seus companheiros, Fernandinho perdia muitas bolas bobas, errava muitos passes. Mas o torcedor rubro-negro, saiu com a sensação de que há vida inteligente nas pontas caso precise retomar o 4-3-3.

E o primeiro tempo seguiu assim: um massacre do time rubro-negro. É verdade que em algum momento o time de Sergipe teve confiança para subir ao ataque e chutar umas bolas, mas nada que abalasse a confiança do escrete da Gávea.

Jorge, percebendo que haviam sergipanos demais a sua frente, resolveu encurtar o caminho e fazer virada magistral de jogo, achando Willian Arão sozinho, que escorou de cabeça para que Cirino quase fizesse. Quase… Será que a confiança do time seria abalada novamente?

Não! Mancuello entrou firme atrás e com o joelho fez, Flamengo 1 x 0 Confiança.

mancu1xo

Na volta para o segundo tempo, o Confiança veio ainda mais fechado, mas o Flamengo já tinha a tranquilidade que precisava e continuou fazendo o que se propôs a fazer desde o início: pressionar tanto, até que o time de Sergipe não aguentasse mais.

E foi assim. O Flamengo foi construindo várias jogadas e desperdiçando cada uma delas. Ora Guerrero chutava pra fora, ora em cima do goleiro, ora no cantinho…

Mas Arão estava decidido que nesta noite, seria dele os passes para gols. E com mais um passe, deixou Cirino praticamente debaixo do gol para marcar o segundo. De cabeça. Flamengo 2 a 0.

cirinoconfiança

Mancuello, mostrou que aproveitou os 40 dias afastados, para colocar o pé na forma e em todas as cobranças de falta, levou perigo ao gol sergipano.

Mas a noite era mesmo de Arão, que com outro passe magistral, deixou Cirino sozinho, a vontade, que penetrou, driblou o goleiro e deu números finais ao placar. Flamengo 3 a 0.

Com este resultado, o time rubro-negro se enche de confiança e segue firme para tirar a vantagem do time cruz maltino no Campeonato Carioca, domingo, em Manaus.

Certeza que sua torcida, outrora muito desconfiada, se encontra com mais confiança pela atuação do time e com as milhares de chances criadas.

O que o Flamengo precisava, os deuses do futebol se encarregaram de fazer, colocar Confiança no caminho do time.

Agora é acabar com o jejum de 12 meses sobre o time da colina.

SRN.

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Confiança 1×0 Flamengo

É, não foi da forma como esperávamos. Nem de longe.

A derrota do Fla ontem, foi uma daquelas derrotas, que servem mais para o bem, que para o mal.

Calma, posso explicar.

Mas primeiro, vamos falar do jogo em si, depois retomamos essa impressão.

O time do Confiança, tem uma folha salarial de R$ 130.000,00, contando com a comissão técnica, quase chega a R$ 150.000,00. Ou seja, um time bem humilde financeiramente, onde os salários vão de 5 a 15 mil. Ano passado eles ficaram a 1 gol de subir para a série B. Pelas regras da Copa do Brasil, nessa primeira fase, se o time do Confiança, vencesse ou empatasse a partida, ele deteria 100% da renda do jogo. O jogo teve aproximadamente 15.580 mil expectadores e uma renda de 1 milhão de reais. O que lhes possibilitaria cobrir todos os gastos com as viagens do time durante todo o ano. Hoje, dia 17, é aniversário da cidade de Aracaju e as comemorações se iniciaram com o jogo de ontem. Aliás Wesley Safadão, fez um show logo após o jogo terminar. E de que essas informações adiantam para podermos contar o jogo? Não deveria servir para nada, mas serviu!

Aracaju.fw.pngO confiança, entrou com sangue nos olhos, com uma vontade ímpar. Jogavam o jogo de suas vidas. Levaram isso tão a sério, mas tão a sério, que chegavam a exagerar nas entradas, fazendo duas vítimas no time rubro-negro: Guerrero com um “soco” no rosto, levou 4 pontos ainda no intervalo da partida e Ederson foi nocauteado com um chute também no rosto, chegando a desmaiar na queda. Esse lance inclusive, resultou na expulsão do rapazinho lá, o ponta, que levantou a perna de forma como quem queria aplicar um golpe de muai tai.

Pronto! Agora temos o perfil da partida bem definido. E foi assim… Desde os 9′ do 1º tempo, o Fla jogou com um a mais.

ESCALAÇÃO.fw

Paulo Vitor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge, Cuellar, Arão e Éderson, Sheik, Guerrero e Cirino.

Para muitas pessoas, essa seria a escalação ideal para o Flamengo no decorrer do ano. Eu sempre discordei. Desde que vi Éderson falando em entrevista que não gosta de jogar no meio, que prefere jogar pelos lados, vindo numa diagonal em direção ao gol. Éderson é pra brigar com Sheik e Cirino e não com Alan Patrick e Mancuello. Aliás, como  o “gringo” faz falta.

Enfim, jogando com 1 a mais desde os 9 minutos, o Flamengo conseguia produzir muito bem, graças a Cuellar, que além de fazer o trabalho de limpador de para-brisas em frente a zaga, ainda tinha rara visão de jogo e lançamentos certeiros. Até os 42′ do primeiro tempo, Cuellar já tinha dado 38 passes (alguns lançamentos) e acertado todos eles. 100% preciso. E foi com a ajuda dele, que Sheik estourou na cara do gol, junto com Éderson, e tentou encobrir o goleiro, chutando para fora. Em outro lance bem parecido, foi a vez de Éderson, junto com Guerrero, chutar em cima do goleiro.

Repararam que em ambas oportunidades, citei Éderson, quase que embolado com os nossos dois atacantes? Pois é. Isso porque ele realmente joga mais no ataque do que armando. Quem armava o time era mesmo Cuellar e Arão. Arão bem menos, pois ontem foi um jogo pífio dele.

E foram muitas as jogadas que se seguiram durante todo o primeiro tempo. Hora Guerrero, Cirino e Sheik estavam impedidos. Hora o bandeira marcava o impedimento inexistente, hora eles perdiam os gols.

O Fla voltou para o segundo tempo numa preguiça monstro, como se pudesse vencer a partida quando quisesse. O time estava irreconhecível. Não criava muito, sofria dura marcação do gigante time do Confiança, e Muricy resolveu mexer. Agora vai…

Foi nada. Muricy deve ter se contaminado com a burrice do time em campo e fez as piores mexidas da sua vida. A primeira delas, trocou Cuellar por Gabriel. É, não estou brincando, ele fez isso mesmo.

E não precisou de muito tempo depois dessa substituição para confirmarmos que Muricy, teve um lapso de loucura.

Um dos principais jogadores do Confiança, um lateral direito com um corte de cabelo engraçado (até parece que isso no futebol hoje em dia é novidade, mas me chamou mais atenção do que sua qualidade futebolística, que era bem pequena), que já caia sofrendo com câimbras desde o meio do primeiro tempo, chamou Jorge para dançar, dançou e cruzou em diagonal para a entrada da área do lado direito da defesa. O Éverton deles (que joga só um pouquinho mais que o nosso), chutou cruzado, fazendo o gol da vitória do time de Sergipe.

Vamos dedicar esse parágrafo ao gol. O chute não foi um daqueles chutes que furariam redes, ou tão colocados que dois goleiros juntos não pegariam, enfim, foi um chute cruzado a meia altura, daqueles que a gente pula na pelada, e faz aquela ponte bonita, espalmando ou até pegando e caindo com a gorduchinha. Mas o nosso querido “quexinho”, não fez nem uma coisa nem outra. Paulo Vitor estava mal posicionado e pulou com uma preguiça tão grande, que ao cair, já deveriam ter estendido o cobertor e dado o ursinho para que o nosso arqueiro tivesse bela noite de sono.

Chute totalmente defensável. Vitor, Ghroe, Martins, Cavalieri e até o goleiro do Confiança, defenderiam fácil essa bola. Alias, em noites de belas exibições dos goleiros (Ghroe deu espetáculo na terça e Giovani do Atlético Mineiro que não jogava há 1 ano (isso mesmo), fechou o gol do galo na libertadores), Paulo Vitor e Denis destoaram (como sempre).

Sobre o time, não temos muito a falar no segundo tempo. A preguiça foi ainda maior que no primeiro tempo. As mudanças de Muricy, fizeram o time parecer um catadão peladeiro, sem tática, sem posicionamento algum. Terminamos jogando num 4-2-4. Desde a época de Pelé que não via um time jogando nesse esquema.

emersonconfiança

O jogo acabou 1×0 pra eles. E Sheik sintetizou bem em entrevista ao repórter Cícero Melo da ESPN no final do jogo.

“Temos que ter calma, pois sabemos que temos uma equipe muito superior ao Confiança. Vamos com confiança para o jogo de volta para conquistar a classificação”, disse.

Por isso, escrevi no início do post, que é uma derrota mais benéfica do que maléfica. Essa derrota, pode servir, se bem conduzida pelos generais rubro-negros, para que o elenco entenda, que não basta ser o melhor (até acredito que temos um dos melhores elencos do Brasil), precisa sentar o rabo na grama, dar carrinho, marcar, enfim, jogar com raça.

Não acho que é o caso de pedir cabeças, mas Muricy poderia olhar com mais carinho para o jovem Thiago Santos e para o goleiro Muralha. Além é claro de rever os conceitos sobre o posicionamento de Éderson.

Se bem conduzida, essa pode ser a derrota do Hexa.

SRN.

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