Campeontato Carioca

O jogo que eu vi

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Flamengo x Vasco, Campeonato Carioca, em Brasília. Como se isso já não fosse estranho suficiente, ainda tinha a questão do Fla não vencer o Vasco a um punhado de jogos, situação mais estranha e mais bizarra ainda.

Para completar o show de esquisitices, Muricy escalou o Flamengo da seguinte maneira: Paulo Vitor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge, Márcio Araújo, Willian Arão e Éderson, Sheik, Guerrero e Gabriel.

Não consigo ver em outro clube do Brasil, senão no Flamengo, jogadores como Paulo Vitor, Wallace, Márcio Araújo, Gabriel e Sheik, mesmo que circunstancialmente, pudessem ser titulares.

Porque não tentar jogar com Ronaldo? Será que vai ser preciso acontecer com Ronaldo o que aconteceu com Jorge para que o menino seja testado? Vale lembrar que Jorge, hoje dado como grande revelação do Brasil, só entrou porque todos os jogadores da sua posição estavam machucados.

Os cruzmaltinos vinham como um trem bala passando por cima de tudo quanto era adversário no campeonato carioca. Ainda não tinham empatado um jogo sequer. Já tinham inclusive vencido o Flamengo em jogo válido pelo 1º turno do carioca.

O Flamengo afundado numa crise cheia de vilões, hora o cansaço, pelo desgastes de partidas fora do estado do Rio de janeiro, hora pela ansiedade, pois não marcava um gol com bola rolando há mais de 9 horas.

1º.fwPressionado pela torcida, o rubro-negro tomou as rédeas do jogo e foi quem mais criou chances perigosas nos dois tempos. Jorge, fez sua melhor partida no ano. Apoiando muito, deu um chutasso com endereço certo, daqueles que quase sempre entram, mas Martins Silva, tratou de fazer uma ponte plasticamente maravilhosa e jogou a bola para escanteio.

Se no ataque Jorge era perfeito, na defesa se comportava como quem não sabia o que estava acontecendo. Os lances mais perigosos do time da colina, aconteceram em jogadas de bolas lançadas em suas costas. Se não fosse pela precisão de Juan, as coisas poderiam ter ficado difíceis para o Flamengo. Já do outro lado, nosso capitão, a cada vez que ia de encontro a bola, causava mais trêmulas do que Fred e Jason na década de 80.

Rodrigo, está cada dia mais “malandro”, jogando um futebol sacana, que privilegia a irritação de seu oponente por provocações ardilosas. Não foram somente nas bolas do jogo que Rodrigo visou, Guerrero teve as suas apalpadas diversas vezes pelo defensor cruzmaltino. Em uma destas vezes, o atacante improdutivo do rubro-negro se irritou e desferiu um golpe na cabeça do seu algoz marcador.

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Alias, foi de Guerrero a melhor chance de gol no primeiro tempo. Em bola cruzada na área viceína, o atacante se lançou com os pés, desferindo um golpe na bola, Martins Silva, deu rebote, o atacante teve tempo de se levantar, ajeitar seu corpo e recuar a bola para a defesa definitiva do arqueiro. É verdade que o jogador, fez enorme sacrifício para jogar, tendo jogado a noite anterior com a seleção peruana. Lutou muito (as vezes literalmente), correu, fez jogadas de pivô, deu passes, mas como atacante “matador” ele é ineficaz, inoperante, ruim de dar dó, chega a atrapalhar.

2º.fwNo segundo tempo o jogo melhorou. Muricy acordou e resolveu mexer no time. E acordou mesmo. Pela primeira vez no ano, Muricy sacou Sheik do time para a entrada de Cirino. Em seguida sacou Gabriel para a entrada de Alan Patrick. Cirino e Alan Patrick entraram bem. Na entrada da área cruzmaltina, Alan encontrou Cirino em brilhante passe, este escorou no contrapé do arqueiro vascaíno para fazer Flamengo 1, Vasco 0.

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Após 9 horas o Flamengo marcava um gol, mas não pode comemorá-lo nem por 2 minutos. Logo em seguida, o time da colina, que até então assistia o Flamengo jogar, em cobrança de escanteio empatou o jogo com o sempre perigoso atacante Riascos.

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A essa altura os torcedores rubro-negros se preocupavam mais em não tomar a virada, pois sabiam que precisariam bem mais do que o tempo que faltava para terminar o jogo para que o time conseguisse o segundo tento. Talvez os jogadores tenham que aguardar mais 9 horas para repetir o feito. E foi assim, no último minuto Arão teve a chance de fazer, se empurrasse a bola de primeira, faria, mas tentou o domínio, a bola escapuliu e caprichosamente acertou a trave, causando um salseiro na área vascaína, mas que não surtiu nenhum efeito.

Foi um bom jogo. O time do Flamengo lutou, dominou a partida e merecia um resultado melhor. Será que merecia mesmo? Se tivesse um centroavante que realmente marcasse gols, uma defesa que saltasse mais do que a altura de um alfinete deitado e um goleiro menos arrogante e mais eficiente, com certeza teria saído de campo com uma vitória expressiva.

Martins foi o nome do jogo. Parou quase todos os ataques do Flamengo. Enquanto do lado do Flamengo, Paulo Vitor altera bons lances com lances bisonhos. Tenho certeza que Paulo Vitor se destacaria no Fluminense, no Naútico, no Bahia, mas para ser goleiro de um grande clube como o Flamengo, o goleiro tem que beirar a perfeição. Tem que fazer a diferença. E ele não faz. Pra cada duas boas defesas, todo jogo ele toma um gol de bola defensável.

Enquanto isso, o goleiro Muralha, aguarda pacientemente, pela sua oportunidade, visitando os locais turísticos do Rio de Janeiro.

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Foto: Instagram Alex Muralha

E foi assim, Flamengo 1×1 Vasco.

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A Diretoria, O Clube

A “Invasão” do CT !!!

Hoje para nossa surpresa, tivemos a invasão do CT George Helal. Invasão? É sério isso? Vamos parar um minuto para analisar.

Vocês acreditam mesmo que não tinha um porteiro nessa portaria?

Quer dizer que essas guaritas não são vigiadas por ninguém?

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Ok! Mas dá para pular, passar por baixo, dar a volta, ir no cantinho… Não vai ser essas cancelas baixinhas que vão impedir um punhado de alguns (dizem que foram 8) torcedores a continuar sua destemida jornada.

Mas e quanto a turma de seguranças do Flamengo? Onde estavam? Será que ainda não tinham chegado para trabalhar? Será que foram incapazes de atrasar ou até mesmo barrar os 8 torcedores que por lá insistiam em adentrar o centro de treinamentos? E olha que a turma é jovem e forte hein. Eu correria imediatamente ao ver Magno de braços cruzados pronto para uma intervenção.

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Onde os policiais da Gávea estavam neste momento que não foram capazes de conter essa invasão? Seria nosso clube hoje tão inseguro para a prática da profissão futebolística de nossos aguerridos atletas?

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Reparem o quão ameaçadores eram estes torcedores ávidos para tirar satisfação junto ao elenco rubro-negro. E vocês acreditam que em algum momento eles foram impedidos ou ao menos que tentaram parar essa turminha? Claro que não, né!

É querer jogar demais para a imprensa e para os jogadores, soltar nota oficial de repúdio ao acontecido no CT hoje. Torcedor não é burro, nem idiota. Sabe discernir. Sabe raciocinar.

E o que essa turma queria fazer mesmo? Conversar com alguns jogadores, explicar a eles o que era o Flamengo e o que os torcedores estavam sofrendo, vendo jogos apáticos e sem sangue, jogo após jogo.

wallaceentevista.JPGNosso capitão deu entrevista com cara de bravo! Inadmissível foi a palavra usada por ele. Ninguém gosta de ser intimidado, bradou! Ora Wallace, é sério que se sentiu intimidado pelo grupo acima? É isso mesmo? Então o Sr. está na profissão errada. Que saudades de Fábio Luciano. Aquilo sim, merecia braçadeira e busto no Fla. De baixo de bombas caseiras, explodindo pra tudo quanto é lado, dezenas de torcedores, cantavam hinos violentos de ordem, ameaçavam partir pra porrada com cada um dos jogadores e ele foi lá no meio. Pediu a palavra, conversou, discutiu, foi cercado por todos eles. Ensandecidos, raivosos, prontos para partir para pancadaria, e ele se portou como um capitão de verdade. Não humilhou ninguém, não xingou ninguém, apenas cumpriu com a braçadeira que carregava no braço e com a ombridade que sempre caminhou consigo, trazida certamente de criação exemplar. Se compararmos ele com Wallace, o último nem rascunho de jogador seria, quem dirá capitão. Mas ele seguiu bradando: “Aqui é 8 ou 80. Somos obrigados a vencer sempre, e todos estão cientes da pressão” – afirmou. Obrigado a vencer sempre, nobre capitão? E tá errado querer isso? Há, daqui a pouco você vai vir falar que foi até bom ter sido eliminado da Primeira Liga, porque assim vocês descansam mais… Ops… Já falaram isso né.

Não Sr. Wallace, Sr. zagueiro do Flamengo, não precisa vencer sempre! A torcida já exaltou muitas derrotas do esquadrão rubro-negro. Mas eram derrotas vendidas caras, com suor e sangue, com vontade, disposição. Tudo que os seus comandados nunca tiveram.

Seja honesto, nobre mancebo, você tão culto, tão sabedor, tão vivido, leitor incessante das mais diversas obras literárias, me responda se é correto com a torcida o futebol que vocês estão entregando? Será que este futebol não é digno de algumas poucas e gentis cobranças? Será mesmo que a torcida deve aguardar paciente, para que você e os seus subordinados, resolvam jogar alguma coisa?

Suas declarações soam tão falsas quanto a nota de repúdio, de quem não só não tentou barrar os jogadores, como também não achou nem um pouco ruim a providência que eles resolveram tomar.

SRN.

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Primeira Liga

E foi assim, certo?

Alguns vão dizer que o único interesse do Flamengo nessa competição era o retorno financeiro, que no início de ano, onde se disputa apenas campeonato carioca, sempre possibilita um rendimento muito maior.

Com alguns clássicos nacionais e muitos jogos interessantes, realmente a Copa da Primeira Liga, deu o retorno financeiro esperado.

Mas era só isso? Era só o retorno financeiro?

E os torcedores, estavam torcendo pelo que? Pelo dinheiro ou pelo título?

Certamente o torcedor mais consciente, sabia da importância financeira dessa copa, mas gostaria de ver o time campeão.

Ok, não deu! Mas o time lutou, teve raça, vendeu cara a derrota e não deu. Saiu de campo aplaudido pelos torcedores presentes em Juiz de Fora. jogadores cabisbaixos, com lágrimas nos olhos e garantindo que foi apenas um lapso de uma temporada que, sabem será vitoriosa.

Nosso treinador, estava p na coletiva pós jogo. Disse que terá que fazer um grande trabalho para elevar o moral do elenco, que está em frangalhos no vestiário.

Os mais velhos, com olhos vermelhos, animam os mais novos dizendo que terão nova oportunidade para vingar esse título, que o ano ainda não acabou, que precisam ir com tudo no sábado para atropelar o pobre time do Volta Redonda, que iniciaremos ali, a corrida por todos os títulos que ainda restam para disputar.

Os torcedores, aguardam debaixo de uma tórrida chuva, do lado de fora do estádio, aplaudindo e entoando cânticos de apoio a equipe.

É possível ouvir dos vestiários, os milhares de torcedores cantando o hino do clube.

A coletiva do treinador, é interrompida várias vezes, por gritos de apoio da nação rubro-negra.

E o time sai com as janelas do ônibus abertas, acenando para os torcedores, jurando amor, pedindo desculpas em meio as lágrimas que escorrem nos olhos, agora pela emoção do apoio e pelo reconhecimento da entrega que os gigantes representantes desta imensa nação tiveram em campo.

E foi assim, certo?

SRN.

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A Base, Jogadores

Entrevista: Thiago Ennes

Atualmente muito se discute sobre o cansaço do time do Flamengo. Mesmo cansados, jogadores como Guerrero, Sheik, Jorge e Rodinei, vem sendo utilizados frequentemente. Isso pode ser resultado da pouca confiança que o técnico Muricy Ramalho tem nos atletas a disposição.

Por isso, o Verdade em Vermelho e Preto, resolveu apresentar a todos os torcedores rubro-negros, a base do Flamengo. Para mostrar a torcedores e treinadores, que temos sim, uma grande geração e uma safra inigualável de jogadores, com DNA rubro-negro, prontos a assumirem as camisas do time profissional.

E para começar, o camisa 2 campeão da Taça São Paulo de Futebol Junior, Thiago Ennes.

Thiago é um daqueles jogadores viris, fortes, de rara obediência tática, que consegue ser efetivo tanto no ataque, quanto na defesa. Dono de excelente passe e senso de cobertura, o camisa 2 do time de juniores do Flamengo,  diz que deixa nas mãos de DEUS e que acredita que o momento dele chegará.

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Conte-nos um pouco sobre o seu início de carreira. Quem te descobriu, ou quando você percebeu que queria ser jogador.

Eu jogava em uma escolinha perto da minha casa, comecei com 7 anos, mais sempre joguei em categoria acima do meu ano.

Sabemos que para muitos, o sonho de se tornar jogador de futebol, se dá pela extrema carência em que grande parte dos meninos vivem, sendo a única esperança para conseguirem uma vida melhor, como foi isso para você?

Ser jogador de futebol não é fácil, tem que abrir mão de muita coisa, mais eu escolhi isso então pra mim não faz diferença nenhuma.

Quando criança qual era o seu time de coração?

Sempre fui Flamengo.

te1.fwQual momento mais te marcou, assistindo a um jogo de futebol do seu time de coração.

O momento que me marcou, acho que foi a falta contra o Boavista cobrada pelo R10 eu estava nesse dia no jogo.

 Qual a importância da sua família na sua carreira?

Todos me apoiam nos momentos bons e ruins e isso é muito importante pra mim.

 Como se deu sua ida para o Fluminense?

Eu joguei contra o Fluminense aí eles gostaram e me chamaram pra fazer um teste lá. Aí eu fui e passei (risos).

Com 6 títulos no Fluminense, e consolidado no time, porque você resolveu se transferir para o Flamengo?

Na época não entramos em um acordo aí meu empresário e meu pai acharam melhor eu ir pra lá.

Em 4 anos de Fluminense, você ganhou 6 títulos. Incluindo um Mundial de Clubes Sub-17 em 2013. E agora no Flamengo, com quase 3 anos de clube, já conquistou 3 títulos. Um deles sendo o mais importante torneio de base do Brasil – A copa São Paulo, marcando até gol. A que você credita, tantos títulos?

Para um jogador da base é sempre bom ganhar títulos e graças a Deus eu fui ganhando os que disputei (risos), sou um garoto muito iluminado.

Quem é seu melhor amigo no elenco?

Ah… tenho vários amigos, mas os que eu converso mais são Vizeu, Jorge, Paquetá e Léo Duarte.

Conte-nos um pouco sobre o que é ser jogador de base num grande clube no Brasil.

É sempre bom jogar em um clube grande ainda mais do coração (risos).

Como você lida com a frequente ausência de familiares, amigos, namorada?

Minha família e minha namorada sempre estão comigo em todos os momentos, mas os finais de semana eu vou para a casa da minha família e fico batendo aquela resenha com os amigos.

O que você faz quando tem um tempo livre?

Eu fico mais dentro de casa descansando, jogando um vídeo game e vou a igreja também.

Ainda está estudando?

Não estudo mais não, infelizmente não deu para terminar os estudos por causa dos treinos.

Poderia nos contar sobre alguma experiência marcante que teve em sua vida? Alguma dificuldade ou barreira que teve que enfrentar para ser jogador, ou até mesmo algo que quase o impediu de seguir jogando.

Eu sempre ia de ônibus para os treinos sozinho, mas graças a Deus tudo foi melhorando.

O que mudou na sua vida após o título da Copinha?

Depois da minha participação da copinha, graças a Deus estão me olhando com outros olhos.

Alguém da comissão técnica profissional já conversou algo contigo sobre subir para o time de cima? Qual é a sua expectativa neste sentido?

O pessoal da comissão técnica me elogiou quando voltamos a treinar, mas até agora não falaram nada não. Eu deixo nas mãos de Deus, ele sabe de todas as coisas.

Já teve algum contato com o técnico Muricy Ramalho?

Já tive sim, foi bom demais ele é um excelente treinador, mais ele não falou nada não (risos).

Mande um recado para os torcedores do Flamengo.

Enquanto eu estiver no Flamengo eu vou honrar o manto sagrado até o fim!

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Jogadores, Sem categoria

Guerrero vive sua melhor fase na Carreira

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Muito se especula sobre o custo x benefício de Guerrero para o Flamengo. Não vou entrar agora, nos valores ganhos pelo atacante Peruano. Vou me ater aos números.

E os números dizem muito. Dizem por exemplo, que Guerrero nunca teve uma média tão alta de gols como a que tem neste momento pelo clube da gávea.

Puxando os números da época da Europa, só sua passagem pelo Bayern se assemelham a fase atual vivida por Paolo.

GUERREROBAYERN.fw.pngOs números de Guerrero pelo Bayern, mostram uma média de 0,54 gols por jogo. No mesmo período (2002-2006) o atacante teve a companhia do brasileiro Elber, do atacante peruano Cláudio Pizarro e do Paraguaio Roque Santa Cruz.

Élber, tem a média de 0,86 gols por jogo; Pizarro 0,74 gols por partida e Roque Santa Cruz, 0,58 gols por partida. Ou seja, em seu período de Bayern, Guerrero era o atacante menos efetivo.

Já em sua passagem pelo Hamburgo, sua média caiu drasticamente para 0,28 gols por partida e foi fundamental para a conquista do campeonato mundial, tendo feito inclusive o gol do título.

Em 2012, o atacante peruano desembarcou em terras tupiniquins para jogar no Corinthians. Lá, Paolo registrou uma média de 0,42 gols por partida.

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Em meados de 2015, o centro-avante se transferiu para o maior time do Brasil. Prometendo muitos gols e com pompa de craque do time, Guerrero chegou falando em maior torcida do mundo e empolgando todos os torcedores rubro-negros que ouviam a coletiva. E por aqui, vive sua melhor fase. Com média de 0,55 gols por partida, Guerrero vem sendo figurinha carimbada em todas as escalações em que o técnico Muricy Ramalho, deseja ver o time principal em campo.

Mesmo com esses números, tendo o salário mais alto de todo elenco, alguns torcedores rubro negros já ousam a questionar a qualidade do artilheiro. E quando olham o valor recebido, que beira 1 milhão de reais, ai é que a torcida cai mesmo em cima do peruano.

guerrerocusto.fw.pngo torcedor rubro-negro precisa aceitar, que apesar do peruano ter sido vendido como atacante matador, ele nunca teve esse perfil. E está muito longe de ser um craque, daqueles que lideram um time a vitória em um campeonato (como Romário fez tantas vezes). Guerrero é sim, um bom atacante e pode vir a ser muito útil ao time do Flamengo, mas que os torcedores não esperem dele, muitos gols e grandes apresentações.

SRN.

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Campeontato Carioca

Flamengo 0x0 Fluminense

Há muito pouco para se falar do clássico que ocorreu hoje em São paulo. Depois de 74 anos, Flamengo e Fluminense, mandaram o clássico na cidade da garoa. O que não mudou mesmo foi o resultado, um magríssimo zero a zero.

Jogando para 30 mil torcedores, os dois times produziram muito pouco ao longo dos mais de 90 minutos.

O Fluminense com um time mais novo e mais descansado (tiveram a semana toda para se preparar), conseguiu até “colocar Fred em condições de jogo” e chegou a ameaçar o Flamengo no primeiro tempo com raros lances em que chegou a área rubro-negra. Uma dessas chances com Diego Souza, logo no primeiro minuto de jogo. No cruzamento, Fred chegou atrasado e Scarpa não alcançou.

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Em outro momento, em cruzamento de escanteio, a bola sobrou para Wallace que chutou em cima de Cavalieri.

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Depois em cobrança de escanteio, Fred reclamou que Juan o puxou pela camisa dentro da área. O juiz nada viu.

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No intervalo do jogo, Cirino explicou o fracasso de uma das poucas jogadas que o Flamengo teve de ameaçar o arqueiro Fluminense. Disse que Guerrero não conseguiu o acompanhar, foi veloz demais, e o centro-avante rubro-negro chegou depois do cruzamento.  E foi só.

No segundo tempo, após os 24 minutos, entraram em campo: Gabriel no lugar de Cirino, Alan Patrick no lugar de Ederson. O Flamengo produziu mais, mas o jogo permaneceu com o placar inalterado. Já o time das Laranjeiras, perdeu Fred, Diego Souza e os que entraram em seus lugares, nada de bom produziram.

Mas o que mais me chamou a atenção e o que eu gostaria de debater com vocês, não é sobre o jogo em si. Afinal, empatar um clássico é normal, nada demais. Mas as declarações de Muricy e sua trupe, que insistem em bater na tecla do cansaço.

Ora, acabamos de ver, que Muricy levou mais de 70 minutos para mexer no time. Como pode um time estar cansado e seu treinador não mexer até os 70 minutos?

Fácil de explicar. O Flamengo tem um time, com no máximo 13 jogadores e Muricy não confia nos demais atletas. Sim, pra mim essa é a única explicação.

O time que entrou em campo, é o time que muitos escalavam como time ideal, sendo:

Paulo Vitor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge, Cuellar, Arão e Ederson, Emerson, Guerrero e Cirino.

Muricy não aceitou trabalhar com Pará, Márcio Araújo, Chiquinho, César Martins, Everton, Gabriel… Muricy não tinha escolha. O Flamengo de 2015, tinha um elenco ruim, sofrível, mas muito caro para poder simplesmente dispensar jogadores. Tão ruim, que não conseguiu propostas pela maioria deles. E Muricy ainda tinha muita esperança com alguns, que não deram retorno (principalmente Everton). Muricy aceitou trabalhar, apenas isso.

Então o treinador não se sente a vontade para mexer no time. Ele olha para o campo e vê um elenco desgastado de tantas viagens (time jogou na quarta em Sergipe), mas olha para o banco e não vê ninguém em condições de mudar a partida, ou até mesmo de fazer igual os que lá estão. Pelo contrário, teme pelo que pode acontecer ao mexer.

Muitos reclamam do esquema, o famigerado 4-3-3, preferem 0 mais simples, o 4-4-2, aproveitando os meias habilidosos que temos. Acontece que seja no 4-3-3 ou em qualquer outro, tem que treinar, tem que ter tempo para colocar em prática as ideias do treinador. E o Flamengo não está tendo esse tempo.

Muricy queria treinar na quinta-feira (logo no retorno do time de Sergipe), mas um exame de sangue apontou fadiga nos jogadores, o que o obrigou a cancelar o treinamento tático.

Desta forma, contando com poucas peças confiáveis, qualquer esquema tático tende a cair por terra. E sem uma casa fixa, próxima ao ninho, o Flamengo corre o risco de comprometer todo o ano.

A diretoria rubro-negra, deveria estudar formas de equalizar o prejuízo financeiro e fazer de Volta Redonda sua casa fixa. Ou o prejuízo técnico que as viagens e o pouco material humano que Muricy tem em mãos, pode causar um trauma nunca antes visto na história do Flamengo.

SRN.

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Copa do Brasil

Confiança 1×0 Flamengo

É, não foi da forma como esperávamos. Nem de longe.

A derrota do Fla ontem, foi uma daquelas derrotas, que servem mais para o bem, que para o mal.

Calma, posso explicar.

Mas primeiro, vamos falar do jogo em si, depois retomamos essa impressão.

O time do Confiança, tem uma folha salarial de R$ 130.000,00, contando com a comissão técnica, quase chega a R$ 150.000,00. Ou seja, um time bem humilde financeiramente, onde os salários vão de 5 a 15 mil. Ano passado eles ficaram a 1 gol de subir para a série B. Pelas regras da Copa do Brasil, nessa primeira fase, se o time do Confiança, vencesse ou empatasse a partida, ele deteria 100% da renda do jogo. O jogo teve aproximadamente 15.580 mil expectadores e uma renda de 1 milhão de reais. O que lhes possibilitaria cobrir todos os gastos com as viagens do time durante todo o ano. Hoje, dia 17, é aniversário da cidade de Aracaju e as comemorações se iniciaram com o jogo de ontem. Aliás Wesley Safadão, fez um show logo após o jogo terminar. E de que essas informações adiantam para podermos contar o jogo? Não deveria servir para nada, mas serviu!

Aracaju.fw.pngO confiança, entrou com sangue nos olhos, com uma vontade ímpar. Jogavam o jogo de suas vidas. Levaram isso tão a sério, mas tão a sério, que chegavam a exagerar nas entradas, fazendo duas vítimas no time rubro-negro: Guerrero com um “soco” no rosto, levou 4 pontos ainda no intervalo da partida e Ederson foi nocauteado com um chute também no rosto, chegando a desmaiar na queda. Esse lance inclusive, resultou na expulsão do rapazinho lá, o ponta, que levantou a perna de forma como quem queria aplicar um golpe de muai tai.

Pronto! Agora temos o perfil da partida bem definido. E foi assim… Desde os 9′ do 1º tempo, o Fla jogou com um a mais.

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Paulo Vitor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge, Cuellar, Arão e Éderson, Sheik, Guerrero e Cirino.

Para muitas pessoas, essa seria a escalação ideal para o Flamengo no decorrer do ano. Eu sempre discordei. Desde que vi Éderson falando em entrevista que não gosta de jogar no meio, que prefere jogar pelos lados, vindo numa diagonal em direção ao gol. Éderson é pra brigar com Sheik e Cirino e não com Alan Patrick e Mancuello. Aliás, como  o “gringo” faz falta.

Enfim, jogando com 1 a mais desde os 9 minutos, o Flamengo conseguia produzir muito bem, graças a Cuellar, que além de fazer o trabalho de limpador de para-brisas em frente a zaga, ainda tinha rara visão de jogo e lançamentos certeiros. Até os 42′ do primeiro tempo, Cuellar já tinha dado 38 passes (alguns lançamentos) e acertado todos eles. 100% preciso. E foi com a ajuda dele, que Sheik estourou na cara do gol, junto com Éderson, e tentou encobrir o goleiro, chutando para fora. Em outro lance bem parecido, foi a vez de Éderson, junto com Guerrero, chutar em cima do goleiro.

Repararam que em ambas oportunidades, citei Éderson, quase que embolado com os nossos dois atacantes? Pois é. Isso porque ele realmente joga mais no ataque do que armando. Quem armava o time era mesmo Cuellar e Arão. Arão bem menos, pois ontem foi um jogo pífio dele.

E foram muitas as jogadas que se seguiram durante todo o primeiro tempo. Hora Guerrero, Cirino e Sheik estavam impedidos. Hora o bandeira marcava o impedimento inexistente, hora eles perdiam os gols.

O Fla voltou para o segundo tempo numa preguiça monstro, como se pudesse vencer a partida quando quisesse. O time estava irreconhecível. Não criava muito, sofria dura marcação do gigante time do Confiança, e Muricy resolveu mexer. Agora vai…

Foi nada. Muricy deve ter se contaminado com a burrice do time em campo e fez as piores mexidas da sua vida. A primeira delas, trocou Cuellar por Gabriel. É, não estou brincando, ele fez isso mesmo.

E não precisou de muito tempo depois dessa substituição para confirmarmos que Muricy, teve um lapso de loucura.

Um dos principais jogadores do Confiança, um lateral direito com um corte de cabelo engraçado (até parece que isso no futebol hoje em dia é novidade, mas me chamou mais atenção do que sua qualidade futebolística, que era bem pequena), que já caia sofrendo com câimbras desde o meio do primeiro tempo, chamou Jorge para dançar, dançou e cruzou em diagonal para a entrada da área do lado direito da defesa. O Éverton deles (que joga só um pouquinho mais que o nosso), chutou cruzado, fazendo o gol da vitória do time de Sergipe.

Vamos dedicar esse parágrafo ao gol. O chute não foi um daqueles chutes que furariam redes, ou tão colocados que dois goleiros juntos não pegariam, enfim, foi um chute cruzado a meia altura, daqueles que a gente pula na pelada, e faz aquela ponte bonita, espalmando ou até pegando e caindo com a gorduchinha. Mas o nosso querido “quexinho”, não fez nem uma coisa nem outra. Paulo Vitor estava mal posicionado e pulou com uma preguiça tão grande, que ao cair, já deveriam ter estendido o cobertor e dado o ursinho para que o nosso arqueiro tivesse bela noite de sono.

Chute totalmente defensável. Vitor, Ghroe, Martins, Cavalieri e até o goleiro do Confiança, defenderiam fácil essa bola. Alias, em noites de belas exibições dos goleiros (Ghroe deu espetáculo na terça e Giovani do Atlético Mineiro que não jogava há 1 ano (isso mesmo), fechou o gol do galo na libertadores), Paulo Vitor e Denis destoaram (como sempre).

Sobre o time, não temos muito a falar no segundo tempo. A preguiça foi ainda maior que no primeiro tempo. As mudanças de Muricy, fizeram o time parecer um catadão peladeiro, sem tática, sem posicionamento algum. Terminamos jogando num 4-2-4. Desde a época de Pelé que não via um time jogando nesse esquema.

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O jogo acabou 1×0 pra eles. E Sheik sintetizou bem em entrevista ao repórter Cícero Melo da ESPN no final do jogo.

“Temos que ter calma, pois sabemos que temos uma equipe muito superior ao Confiança. Vamos com confiança para o jogo de volta para conquistar a classificação”, disse.

Por isso, escrevi no início do post, que é uma derrota mais benéfica do que maléfica. Essa derrota, pode servir, se bem conduzida pelos generais rubro-negros, para que o elenco entenda, que não basta ser o melhor (até acredito que temos um dos melhores elencos do Brasil), precisa sentar o rabo na grama, dar carrinho, marcar, enfim, jogar com raça.

Não acho que é o caso de pedir cabeças, mas Muricy poderia olhar com mais carinho para o jovem Thiago Santos e para o goleiro Muralha. Além é claro de rever os conceitos sobre o posicionamento de Éderson.

Se bem conduzida, essa pode ser a derrota do Hexa.

SRN.

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